Como avaliar o trabalho do teu agente imobiliário
Como avaliar o trabalho do teu agente imobiliário
Se decidires vender com a ajuda de um agente imobiliário, há quatro fases do processo que vale a pena acompanhar de perto. Um erro em qualquer uma delas pode atrasar a venda ou custar-te dinheiro.
1. Definir o preço da casa
O preço tem de ser competitivo, para atrair o maior número de visitas e propostas possível. Pôr um preço alto, com a ideia de “depois baixa-se”, costuma ter o efeito contrário: afasta visitas logo no início, e a casa acaba por se vender por menos do que valia. Pede ao agente para te mostrar casas semelhantes, na tua zona, que se venderam recentemente – e não apenas as que estão anunciadas, porque o preço anunciado nem sempre é o preço de venda final. Se o agente sugerir um preço muito acima do que esses exemplos indicam, pergunta porquê antes de aceitar. Tens mais detalhe sobre este raciocínio em como definir o preço de venda em 3 passos.
2. Promover a casa
Pede ao teu agente para te mostrar o plano de marketing antes de assinares um contrato: onde vai anunciar, que fotografias vai usar, como vai chegar a compradores qualificados. Um anúncio isolado, só no site da imobiliária, não costuma ser suficiente. Repara em particular na qualidade das fotografias – são a primeira coisa que um comprador vê, e más fotos afastam visitas antes de a casa sequer ser vista pessoalmente – e pergunta em quantos portais o imóvel vai ficar visível, não só no site da própria agência.
3. Negociar a proposta
Um bom agente consegue fechar uma negociação em boas condições; um agente inexperiente pode arruiná-la. Antes de escolheres, pergunta sobre negócios anteriores e como lidou com situações difíceis – por exemplo, uma proposta muito abaixo do pedido, ou um comprador que queria renegociar depois da inspeção. Também é razoável pedires para falar com um cliente anterior, se o agente tiver essa referência disponível.
4. Gerir o processo até à escritura
Nesta fase, o agente deve garantir que nada fica para trás: inspeções, avaliação bancária, financiamento, documentos. Chegar ao dia da escritura e faltar um documento é um dos problemas mais frustrantes, e mais evitáveis, de todo o processo. Um bom sinal, nesta fase, é o agente manter-te informado por iniciativa própria sobre cada passo – e não seres tu a ter de perguntar sempre “como é que isto está?”.
Confia, mas verifica
A relação com o teu agente assenta na confiança, mas isso não significa deixares de perguntar. Se algo não estiver a correr como esperavas, fala com ele antes de deixar o problema crescer. Se não confiares, procura outro agente a tempo.
Sinais de que algo não está a correr bem
- Semanas sem visitas e sem nenhuma explicação ou ajuste de estratégia proposto pelo agente.
- Pressão para baixares o preço logo nos primeiros dias, sem teres tido tempo de perceber a reação real do mercado.
- Dificuldade em obter respostas simples sobre quantas visitas houve ou que feedback deram os visitantes.
- Falta de transparência sobre os termos do contrato de mediação, sobretudo sobre exclusividade e duração.
Perguntas frequentes
Posso mudar de agente a meio do processo?
Depende do contrato de mediação que assinaste. Um contrato de mediação exclusiva costuma ter uma duração mínima e condições para terminar antes do prazo; vale a pena confirmar isso antes de assinar. Mais detalhe em mediação exclusiva ou aberta: qual escolher.
Um agente mais caro é sempre melhor?
Não necessariamente. O que importa é o plano de marketing, a experiência em negociação e a disponibilidade para acompanhar o processo até ao fim – não apenas a comissão cobrada.
E se o agente não concordar com o preço que eu quero pedir?
Pede que te mostre os dados que sustentam a opinião dele – casas semelhantes vendidas recentemente na tua zona. Um bom agente justifica a recomendação com exemplos concretos, em vez de apenas dizer que o preço está errado.